A verdade sobre a natureza humana, especialmente sobre o nosso pecado, é inegável. Somos pecadores, cometemos erros, falhamos em nossas boas intenções e geralmente estamos aquém das expectativas. Traimos quem é fiel conosco e quebramos laços de amizade. Abandonamos quem nos estendeu a mão e com rapidez nos esquecemos dos favores concedidos a nós. “Miserável homem que sou”, bradou o apóstolo Paulo em uma expressão de reconhecimento desta dura realidade. A luta por uma vida mais reta, digna e mais parecida com os valores do evangelho é uma constante realidade. “O bem que eu desejo, eu não consigo, mas o mal que destesto está sempre adiante de mim.” A bíblia sagrada deixa claro esta inabilidade nossa de termos o comportamento desejado apenas pela nossa própria força; “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem (Romanos 7:18). Nossa vitória contra o pecado está na dependência que precisamos criar de Deus; seu Espírito habitando em nós é a capacitação que precisamos para amordaçar esta força e triunfar sobre ela. Nascemos em pecado, afirma as escrituras sagradas, não como que condenando a relação sexual ou colocando-a em um nível de promiscuidade, mas no sentido da herança pecaminosa legada a cada um de nós. “Não há um justo, nem um sequer” (Romanos 3:10). Quando buscamos uma caminhada mais profunda com Deus, ao mesmo tempo que nos deparamos com a realidade citada acima, também compreendemos que o poder dominador do pecado é quebrado quando Cristo vem ao nosso coração. Quebrado o seu poder, nossa luta agora é para que nossa vida se desenvolva vencendo cada dia as barreiras que tentam impedir o nosso crescimento. Nossas tentações tem origem nas nossas paixões, nosso próprio coração, com suas inclinações estranhas e perversas, é um ambiente perfeito para que destas paixões brotem as tentações mais variadas. Minha intenção no entanto, é salientar o lado positivo da tentação, seu valor no sentido de nos transformar em pessoas mais sensíveis às nossas incapacidades, mais perceptíveis às nossas incoerências e ao mesmo tempo nos tornar mais fortes, resistentes e maduros. Olhar para a tentação com um olhar positivo é uma poderosa arma. Se a árvore não é desafiada pelos ventos fortes da tempestade ela não lançará raizes profundas. Ela estará sempre a mercê da sua própria fragilidade. A luta contra as tentações é uma parte essencial do crescimento cristão. Por ela nos tornamos mais humildes, quebrantados e sensíveis a Deus e aos outros. Creio ter sido esta a intenção do Espírito de Deus ao influenciar Tiago a escrever: “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros...” (Tiago 1:2-4). Se conseguirmos olhar assim para as tentações que nos sobrevêem, creio que conseguiremos, ao invés de murmurar, dizer obrigado Senhor, o Senhor está permitindo que eu cresça. | Sáb Mai 19 @ 7:30 - Juventude CPNV |
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